Guia do Planejamento Pedagógico - Parte 1
O papel do professor no ato de planejar
De
acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96) o
professor deverá elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta
pedagógica do ensino (inciso II do art. 13) com base no princípio da autonomia didático-pedagógica.
No
planejamento, tem-se fundamentado a ideia que todo autoritarismo é pernicioso,
pois ocasiona danos que atrasarão o aprendizado ou até mesmo o limitarão. Com
base nisso, sugere-se que a prática docente deve ser mediadora, tendo como base
o diálogo, as trocas de experiências e propostas de situações desafiadoras afim
de colocar o pensamento dos alunos em movimento e a interação atuará de forma benéfica
para fixação do aprendizado de forma natural. Mas a naturalidade da prática,
não anula o caráter cientifico do planejamento, que se refere à articulação
orgânica e sequencial das etapas do mesmo.
Falar sobre
planejamento parece fácil, pois o cotidiano rotineiro do ser humano enquanto
cidadão já faz com que ele tenha um plano semanal previsto, ou seja, todo ato
de planejar implica em sobrevivência e bem estar visto que ele define objetivos
para alcançar resultados eficientes. Apesar
de ser algo bem presente no estilo de vida de todos, no que diz respeito a um
planejamento pedagógico devemos ter princípios de contextualidade,
flexibilidade, criticidade e potencialização de resultados através da maior
eficiência e efetividade. Portanto é necessário que o docente tenha competência
técnica e clareza política da função da educação escolar na sociedade e do
valor dos conteúdos como meios para a formação dos alunos como cidadãos.
As ideias
que o envolvem não são amplamente discutidas nos dias atuais, assim a
compreensão de conceitos e o uso adequado dos mesmos não são complicadores para
o exercício da prática de planejar, que se baseia em traçar e organizar um
conjunto de princípios, objetivos, ações e finalidades com base nas diretrizes
do Projeto Político Pedagógico e Parâmetros Curriculares Nacionais, tendo como
ponto de partida a identificação do perfil da turma, levando em conta os
conhecimentos prévios dos alunos e suas experiências no contexto social em que
vive.
Em suma, a
análise do perfil da turma/aluno, os objetivos (podendo ser gerais e específicos),
a interação, os processos de desenvolvimentos, avaliações e resultados são
elementos indissociáveis que asseguram a autoestima e capacidade de análise crítica
do educando excluindo uma possibilidade de fracasso escolar.
- Escrito por: Letícia
Butterfield
Projeto Guia do Planejamento Pedagógico elaborado por Letícia Butterfield, com o intuito de simplificar a matéria e utilizá-lo como material de apoio pedagógico para o Curso Normal (Formação de Professores) e Curso Superior.
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