RESUMO AULÃO DE MATEMÁTICA UNIVERSITÁRIA PARA ED. INFANTIL
AULA 1 MATEMÁTICA
Os egípcios foram responsáveis pelo desenvolvimento das 7
primeiras pragas, também conhecidas como os 7 primeiros símbolos utilizados em
operações matemáticas. Enquanto os romanos foram responsáveis por incluir as
letras do alfabeto em nossa tão odiada matemática. Os indianos se encarregaram
de criar os algarismos e os árabes de divulgá-los, devido a essa parceria, são
chamados de: Hindu-arábico.
O número é uma relação de quantidade. Para que a criança
estabeleça essa relação, é fundamental a organização mental sobre diversas
experiências. Explorando várias possibilidades nas quais possam fazer a relação
entre grupos de objetos e suas representações.
Além disso devem lidar com os algarismos (símbolos) e
anotação do sistema decimal, com nomenclatura e a ordenação dos números.
É necessário entender que a conceituação e a representação
de números pela criança é uma construção longa e complexa na qual ela irá
precisar da ajuda do professor.
Atividades de comparar quantidades envolvendo a correspondência
um a um preparam para o conceito de igualdade e desigualdade entre números. Classificar
e ordenar coleções de objetos também são habilidades que integram a construção
do conceito de número.
O uso primitivo de contagens entre os povos pré-históricos é
anterior ao uso da linguagem escrita. No entanto, podemos identificar que
nesses primórdios da História dos números nasce uma ideia muito importante para
a Matemática, que é a de associar um objeto a outro. Embora não saibamos ao
certo como ocorreu o uso primitivo de contagem, podemos utilizar o exemplo do
vídeo que você assistiu, onde “cada ovelha corresponde uma pedrinha”. Da
necessidade de contar quantidades variadas cada vez maiores surgem outras
grandes ideias, como representar quantidades cada vez maiores e a necessidade
de realizar agrupamentos, que constituem algumas das dificuldades e impasses
que os homens passaram no desenvolvimento da Matemática.
Assim, a contagem tem início com a utilização dos dedos,
marcas em objetos, nós em cordas e algumas outras formas.
Depois que o homem passou a fazer agrupamentos, surgiu o
problema de registrá-los, usando algum tipo de “marca”, como traços, pontos e
outros símbolos que foram surgindo. No entanto, de acordo com o crescimento das
quantidades, surge a necessidade de um sistema de representação que fosse
prático e que utilizasse poucos símbolos.
Quando uma criança muito pequena “recita” números não quer
dizer que ela compreenda o que diz. Assim, utilizando apenas dez símbolos,
somos capazes de representar qualquer número natural. No entanto, para que a
criança se aproprie dos princípios básicos da notação posicional e da
importância do zero, é essencial que se faça um longo trabalho com material de
contagem (palitinhos, pedrinhas, tampinhas, elásticos para fazer os
amarradinhos de 10 em 10, etc).
A reta numérica desenhada no chão pode ajudar a compreender
e visualizar a ordenação dos números. Essa é uma ótima estratégia para elaborar
brincadeiras de “pular” utilizando os pontos da reta. Inicialmente, começando
do zero.
As crianças podem registrar suas contagens com palitinhos,
agrupando sempre que contarem um grupo de 10.
Outro excelente recurso para facilitar a compreensão do
valor posicional dos algarismos é o material dourado.
O Quadro Valor de Lugar (QVL) é fundamental para reforçar o
significado da representação posicional decimal e precisa acompanhar a criança
nas suas atividades. Por exemplo, como representaríamos no QVL o número 27?
2 dezenas e 7 unidades
AULA 2 MATEMATICA
A adição envolve dois tipos de ações: a de Juntar, ou
reunir, e a de acrescentar. Já a subtração (inversa da adição) corresponde às
ações de retirar, comparar ou completar. Pelo fato de a exploração dos
conceitos da adição e da subtração em atividades concretas ser muito natural,
essa conceituação é feita paralelamente. É necessário que a criança
vivencie a adição e a subtração como operações inversas porque, assim como
reúne objetos, ela também percebe que pode separá-los: 5 + 1 = 6, logo 6
– 1= 5.
Juliana tem quatro fichas vermelhas e três fichas azuis.
Quantas fichas tem a menina?
- Ação de juntar ou reunir da adição
Juliana tem sete fichas e ganhou mais cinco de sua amiga.
Com quantas fichas Juliana ficou?
- Ação de acrescentar da adição
Gustavo tem nove fichas e deu uma para sua colega. Com
quantas fichas ficou o menino?
- Ação de retirar da subtração
Pedro tem nove fichas e Juliana tem sete. Quantas fichas
Pedro tem a mais do que Juliana?
- Ação de comparar da subtração
Luisa arrumou suas balas ao lado das balas de João. Veja:
Quantas balas faltam para que o João fique com a mesma quantidade da Luisa?
- Ação de comparar da subtração
A multiplicação envolve as ações de: ADIÇÃO DE PARCELAS
IGUAIS, COMO RACIOCINIO COMBINATORIO, ORGANIZAÇÃO RETANGULAR.
A ação da divisão como repartição é encontrada em
situações nas quais é conhecida a quantidade de grupos que deve ser formada com
um certo total de objetos, sendo necessário encontrar a quantidade de objetos
de cada grupo.
Na sala de Gustavo, há 24 alunos e querem formar quatro grupos
iguais de crianças. Quantas crianças haverá em cada grupo?
A divisão como comparação ou medida é encontrada em
situações nas quais é preciso saber quantos grupos podemos formar com uma certa
quantidade de objetos, conhecendo a quantidade que cada grupo deve possuir.
Na sala de Gustavo, há 24 alunos. Eles vão formar grupos
iguais de seis crianças para estudarem melhor. Quantos grupos serão formados na
sala?
A criança ao perceber que a multiplicação é comutativa,
sabe que pode multiplicar 547 X 15 ao invés de 15 X 547, o que irá facilitar
seu cálculo e reduzir as chances de erro.
Os fatos básicos
Quando realizamos mentalmente os cálculos de uma operação,
com números de um só algarismo, estamos diante de um fato básico.
Os fatos básicos também devem ser estudados nas operações de
multiplicação e da divisão. Porém, é importante que eles sejam estudados
informalmente para que, depois de conceituados, possam ser registrados
matematicamente e aí, então, memorizados. Essa memorização é necessária para a
criança ter exatidão e rapidez, mas é importante que ela não seja levada a
estudar a tabuada sem antes formar o conceito e ser capaz de reconhecer
situações multiplicativas.
Assim, é importante não insistir numa memorização
imediata dos fatos básicos e, sim, que os alunos desenvolvam suas próprias
estratégias de cálculo.
Conforme forem exercitando esses cálculos, a partir de jogos
e atividades criativas, evitando exercícios repetitivos, eles irão memorizando
os fatos básicos.
Os algoritmos das operações
Para ensinar um algoritmo à criança ele necessita entender o
conceito da operação, os fatos básicos e o sistema de numeração.
Bem, um algoritmo é um dispositivo prático, cujo objetivo é
facilitar a execução de uma certa tarefa.
Cotidianamente, convivemos com vários tipos de algoritmos,
uns muito simples e outros mais elaborados, como uma receita culinária.
Outros exigem tempo de treinamento até que nos sintamos
seguros para poder executá-los independentemente, como dirigir um automóvel,
por exemplo.
Entre as estratégias de cálculo, os algoritmos das quatro
operações ocupam lugar de destaque.
Assim, utilizar o algoritmo para realizar adições que
envolvem apenas fatos básicos, não tem sentido! É importante que a criança
reconheça a necessidade da utilização do algoritmo como uma estratégia para
facilitar o cálculo e não apenas utilizar o algoritmo pelo algoritmo
simplesmente.
O algoritmo da subtração tem finalidades semelhantes
ao da adição que é de sistematizar e facilitar o processo de cálculo e deve ser
apresentado quando as crianças já dominam, com certa segurança, o conceito da
operação, o sistema de numeração, os fatos básicos da subtração e o algoritmo
da adição.
A habilidade de utilizar o algoritmo corretamente, requer
tempo e prática, sendo necessárias diversas experiências preparatórias,
variando-se bastante os valores numéricos.
Para que a criança seja capaz de compreender o algoritmo da
subtração, necessita-se relacioná-lo com o conceito da operação e com as ações
que podem ser associadas à subtração.
Assim, é necessário fazer conexões entre as diferentes ações
associadas à subtração e ao algoritmo, permitindo que criança as realize de
forma concreta, se familiarizando com a nomenclatura associada ao algoritmo da
subtração
38 minuendo
- 15 subtraendo
23 resto ou
diferença
O algoritmo da divisão é bem mais complexo e difícil do que
os demais algoritmos das operações.
Isso porque envolve, além do sistema de numeração, os fatos
básicos e o conceito de operação, a utilização das outras operações (adição,
subtração e multiplicação) e da propriedade distributiva da divisão em relação
à adição.
A essência da Matemática se caracteriza por essa forma de
utilizá-la porque resolver problemas é o meio para a construção dos
conhecimentos nessa área.
Assim, um dos principais objetivos da matemática, a partir
da resolução dos problemas, é desenvolver o raciocínio lógico num contexto de
situações que proponham desafios e o aluno possa colocar em ação tudo o que
sabe para o que ainda não tem resposta e que exija a busca de soluções.
Sendo assim, o ponto de partida da atividade matemática não
é a definição, mas o problema!
Dessa forma, os conceitos matemáticos, no processo de ensino
e aprendizagem, devem ser abordados mediante a exploração de problemas, ou
seja, de situações nas quais os alunos precisem desenvolver algum tipo de
estratégia para resolvê-las.
Isso porque resolver problemas exige que os alunos
participem ativamente na comunicação e expressão do seu modo de pensar. É
importante termos clareza de que as experiências cotidianas, vivenciadas
diariamente pelas crianças, fazem com que elas desenvolvam a capacidade de
lidar com vários tipos de situações, buscar e selecionar informações, escolher
a melhor solução para determinada situação que, desde muito cedo, contribuem
com a capacidade para solucionar problemas.
Diante dessas considerações, podemos então dizer que um
problema é toda situação que, desafiando a curiosidade, possibilita uma
descoberta.
Concluímos dizendo que o aluno, enquanto resolve
problemas, aprende Matemática, desenvolve procedimentos e modos de pensar,
desenvolve habilidades básicas como verbalizar, ler, interpretar e produzir
textos.
AULA 3 MAT
Estabelecendo relações espaciais
As investigações didáticas sobre a aquisição de noções
espaciais apontam para o fato de que a possibilidade das crianças, desde bem
pequenas, movimentar-se e explorar espaços de diferentes tamanhos contribui
para que construam um conjunto de referências espaciais relacionadas,
primeiramente, ao seu próprio corpo.
No entanto, é necessário que, ao longo da sua escolaridade,
se deparem com experiências variadas que contribuam para que possam construir
as noções de espaço sem, no entanto, desconsiderar suas concepções intuitivas.
É importante proporcionar oportunidades para que os alunos
desenvolvam experiências em diferentes espaços e também de diferentes tamanhos:
do tamanho de uma folha sulfite, espaços como a sala de aula e outras
dependências da escola, ou ainda nas quadras do bairro próximo à escola.
Relações como “na frente”, “debaixo de”, “atrás de”, “acima
de”, começam a ter sentido para a criança quando ela considera a si mesma como
referência.
Estas relações permitem às crianças resolverem situações em
sua vida cotidiana como, por exemplo, a busca de objetos e a localização de
lugares.
Objetos e pessoas, no espaço, podem ser tomados como
referência para estruturar o espaço que as rodeia.
As crianças devem resolver problemas que despertem o
conflito da referência do próprio corpo e que percebam que essa referência não
é suficiente para estruturar o espaço.
Dessa forma, estamos contribuindo para que as crianças
avancem na construção de novas referências que articulem tanto a posição dos
sujeitos como a dos objetos buscando o enriquecimento do uso das relações
espaciais.
A construção de maquetes
Desde cedo, na escola, as crianças devem enfrentar problemas
que coloquem em conflito a referência do próprio corpo e assim possam perceber
que é insuficiente para estruturar o espaço apenas com essa referência (o
próprio corpo).
É necessário, então, que avancem na construção de novas referências
que articulem tanto a posição dos sujeitos como a dos objetos para então
enriquecer o uso das relações espaciais.
A construção da maquete é uma interessante atividade para
colocar em prática as concepções espaciais intuitivas das crianças e explorar
atividades de localização. No entanto, é importante lembrar que a maquete
feita de sucata não irá respeitar proporções corretas entre os diferentes
objetos nela representados.
A elaboração da maquete é uma excelente atividade na qual as
crianças podem utilizar essa construção, a partir de um determinado ponto considerado,
para estabelecer relações como adiante, abaixo de, atrás de, acima de. Estas
relações permitem que elas resolvam problemas da vida cotidiana associados à
busca de objetos e localização de lugares.
O reconhecimento das
figuras e dos corpos geométricos.
Ao confeccionar a sua maquete, na atividade prática desta
aula, com certeza, surgirão inúmeras formas geométricas agregando relações entre superfície, espaço,
linhas, contornos, entre outras.
A representação do
espaço
A construção de representações de objetos (ou espaços
físicos) que tenham significado concreto para as crianças deve ser iniciada nos
anos iniciais do ensino fundamental. Como
uma resposta a essa pergunta, partimos da premissa que a criança traz para a
escola um conhecimento intuitivo do espaço sensível, gerado por suas interações
com seu meio ambiente.
O que se pretende com os alunos do ensino fundamental é que
eles reconheçam sólidos que têm apenas partes planas, (que são os poliedros) e
sólidos que têm alguma parte não plana (os não poliedros).
Um recurso interessante é propor que os alunos, de olhos
fechados, examinem a superfície dos sólidos e verifiquem se a superfície é
formada apenas por partes planas ou se há uma ou mais partes arredondadas, se
há “dobras” nessa superfície e, ainda, se há “pontas”.
Quando exploramos esses conceitos, assim como nos demais
campos da matemática, é necessário que eles se estendam por várias aulas e
sejam apresentados em diferentes níveis de complexidade.
Destacando a relevância de proporcionarmos às crianças
práticas pedagógicas centradas no estudo e na exploração do ambiente que nos
cerca, fazendo uso, então, de conhecimentos geométricos.
Para isto, além de enfocarmos os saberes presentes nos
livros didáticos, poderemos enfatizar, analisar e problematizar aqueles gerados
pelos próprios estudantes e seus familiares nas diferentes práticas sociais que
produzem e que envolvem noções geométricas.
Dessa forma, estaremos inserindo na escola não só outros
saberes matemáticos que enriquecem nossas práticas pedagógicas, mas,
principalmente, elementos da cultura e da vida de nossos estudantes.
AULA 4 MATEMATICA
O caminho para a aprendizagem das frações
constitui-se dos problemas que surgem nos diferentes contextos em que elas
aparecem.
Como por exemplo: medida, divisão em partes iguais, medida,
área, probabilidade, etc. Situações em contextos variados é que vão oportunizar
a possibilidade de reinventar esses números reconhecendo a sua necessidade e
significados.
Quais são, então, os diferentes significados das frações nos
contextos em que elas são utilizadas?
Assim como a adição de números naturais que pode ser associada
às ideias de juntar ou acrescentar (Aula 2), outros conceitos matemáticos
também podem ser usados em mais de uma situação.
A fração é um desses conceitos matemáticos que é associada a
mais de uma ideia e ainda, ao contrário do que se pensa, as frações estão
presentes em muitas situações do nosso cotidiano.
Nos componentes da mistura de um bolo, na medida de
tubulações (canos) e conexões, na manipulação (dosagem) de remédios, entre
outros. No exercício de qualquer profissão, frequentemente aparecem situações
em que é necessário usar frações.
A construção do Tangram, por dobradura, é uma atividade que
pode ser ricamente explorada a partir
da relação com inúmeros conceitos matemáticos.
Tangram é um puzzle chinês muito
antigo, cujo o nome significa "Tábua das 7 sabedorias". Ele é
composto de sete peças (chamadas de tans) que podem ser posicionadas de maneira
a formar um quadrado: 5 triângulos de vários tamanhos, 1 quadrado e 1
paralelogramo.
Neste puzzle deve-se seguir duas
regras: usar todas as peças e não sobrepor as peças.
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